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Em vários locais ouvimos homens e mulheres de variadas idades, profissões e diferentes visões da realidade responderam se no Brasil conseguiremos preservar a natureza e criar um futuro mais sustentável e feliz para todo mundo. Nessa rodada, junto com o fotógrafo Márcio Duarte, contatamos 70 pessoas ao vivo em um período de 4 horas se manifestando neste tema, elas e mais outras 30 via online mostraram que a opinião pública está dividida, enquanto muitos deles se mostram pessimistas, outros praticamente na mesma quantidade têm otimismo sobre a recuperação do equilíbrio ecológico da natureza e também com a criação nos próximos anos de uma realidade mais avançada capaz de um equilíbrio entre a ecologia e outros interesses. A polarização está 50% otimistas e 50% pessimistas. A seguir um resumo das opiniões, algumas das fotos e nas legendas uma síntese da opinião que a gente captou em Franca (SP), esta enquete serve para que governos e prefeituras atualizem as políticas públicas no setor socioambiental e que cada um de nós nos posicionemos para superar a ameaça de caos devido às mudanças do clima, do meio ambiente, somadas a tudo que acontece nesta era digital e tempo de problemas e de violências também contra a natureza e a própria vida. Não fotografamos todos os entrevistados, por exemplo, o engenheiro ambiental Francisco Sette, ex-Cetesb e que hoje fica a maior parte do tempo na Itália, comentou que "tudo vai depender das pessoas que comandam, a população tem então que pressionar por avanços, veja que recentemente a Câmara Federal aprovou projeto de lei que reduz a proteção da natureza, abrindo as portas para a destruição".
OUTRAS OPINIÕES
Além destas pessoas que foram fotografadas nas dezenas de contatos e conversas que tivemos sobre o tema desta matéria, outras mais tiveram opiniões ou positivas ou negativas como Renato Lima e Daniel Amaral, montadores de móveis (de São Paulo e de passagem por Franca) que são pessimistas, acreditam até mesmo que "estamos perto do fim de tudo". O executivo que ajudou a fundar a Acif, Walter Horácio tenta acreditar: "A esperança é a última que morre em meio à toda essa tristeza atual". "Acho que estamos no fim", na opinião de Vinicius Oda,produtor artístico. Richard Cubas, ligado à Apae, "Menos celular e mais vivência na natureza pode ajudar uma transformação". E assim mais ou menos dentro deste conteúdo se manifestaram também Edilson de Lima, gerente de loja, Sabrina da Silva, operadora de caixa, Alexandre de Oliveira, empresário da noite e comerciante, Rodolfo Leite Filho e seu pai Raul, também o advogado Renato Mourosoli disse que "apesar de tudo estou achando que vai dar OK, a nova geração faz academia, se preocupa demais com saúde e isso vai levar a vida a uma situação melhor". Enquanto por exemplo Francisco Manoel Oliveira, que gerenciou a Viação Cometa por 20 anos na cidade acredita que "vale a pena tentar este avanço", José Vander Pedigoni, executivo crê que nem a atual nem a nova geração conseguirão mudar a situação, o vendedor e fotógrafo desta reportagem está a meio termo entre os otimistas e os pessimistas, "eu só não acredito na atual geração que não está nem aí para a natureza, é urgente mais informação e cabeça para virar esse jogo". Cá entre nós, na realidade estamos em meio a um jogo de vida ou morte.
Reportagem: Antônio de Pádua (Padinha)
Fotos: Márcio Duarte
