Nesta terça-feira, 4, o Dercc (Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em conjunto com o GOE (Grupo de Operações Especiais) de Ribeirão Preto (SP), cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um de prisão contra um homem, de 21 anos, na cidade de Franca, por crime de estelionato pela internet. A ação faz parte da quarta fase da operação “Medici Umbra - CEO e Insider", que  visa desarticular a estrutura de comando e os fornecedores de dados de uma organização criminosa de âmbito nacional, especializada em invasão de sistemas informáticos, estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Segundo informações do Dercc, os crimes eram praticados da seguinte forma. Hackers obtinham acesso às contas Gov.br de alguns médicos e, com os dados das vítimas, realizavam transações financeiras fraudulentas. O homem preso nesta manhã reside em Franca, porém os golpes foram aplicados contra médicos que moram no Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Civil gaúcha, por se tratar de um crime cibernético, os criminosos que integram a quadrilha especializada nesse tipo de estelionato estão espalhados pelo Brasil, cada um com uma função específica dentro do esquema. Segundo as investigações do Dercc, o homem preso em Franca era responsável por fornecer aplicações e procedimentos técnicos conhecidos como APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) para que outros integrantes do grupo pudessem praticar os golpes pela internet.

O capturado foi conduzido à CPJ (Central de Polícia Judiciária) e será encaminhado ao sistema prisional nas próximas horas. Foram cumpridos, cinco mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de contas bancárias e criptoativos nos Estados de São Paulo (Barueri e Franca) e no Distrito Federal (Brasília). A operação conta com o apoio operacional das Polícias Civis de São Paulo e do Distrito Federal. Três pessoas foram presas. A ação leva o nome de "Medici Umbra IV – CEO e Insider" em alusão aos dois principais alvos desta fase: o mandante que geria o esquema como uma empresa (CEO) e o funcionário que traía a confiança de seu emprego para alimentar o crime (Insider).

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