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Nos últimos dias, uma costureira, de 41 anos registrou um boletim de ocorrência após ser agredida violentamente pelo marido dentro da residência do casal, localizada na rua Alípio Rezende de Araújo, no Jardim Aeroporto, zona sul de Franca.
As agressões foram registradas por câmeras de segurança no início da noite do último domingo, 12, e mostram o momento em que a mulher é atacada com socos na garagem da casa. As imagens também flagraram a filha da vítima, uma jovem de 18 anos, sendo agredida com um soco no rosto ao tentar defender a mãe, caindo violentamente no chão. Em seguida, a costureira também cai e continua sendo agredida na calçada com socos e chutes.
Após os ataques, o homem, de 42 anos, ainda persegue a companheira quando ela tenta retornar para dentro da casa e, depois, quando sai caminhando pela rua. As imagens revelam que as agressões foram presenciadas por duas crianças, filhos do casal, fruto do relacionamento de quatro anos. Em entrevista ao Portal Franca 24 Horas, a vítima relatou que, ao descobrir uma suposta traição do marido, enviou à sogra prints de mensagens que comprovariam o caso extraconjugal. A mulher contou que as agressões começaram logo após o homem descobrir o envio das mensagens. Segundo a mulher, durante as agressões, ele teria dito que a mataria e também chegou a ameaçar a sua filha caso interferisse na briga.
Além do boletim de ocorrência, a costureira solicitou o divórcio e uma medida protetiva contra o agora ex-marido. O agressor chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia realizada na última segunda-feira, 13. De acordo com a decisão da Justiça, o homem será investigado pelos crimes de lesão corporal, violência doméstica e ameaça, cometidos em razão da condição do sexo feminino. Ele responderá ao processo em liberdade por não possuir antecedentes criminais, ter residência fixa e emprego formal. No entanto, a decisão poderá ser revertida para prisão preventiva caso descumpra a medida protetiva. A vítima, acompanhada de sua advogada, pretende recorrer da decisão judicial. “Sinto revolta, indignação e não aceitação diante de tudo isso”, desabafou a costureira.
