Familiares de dois pacientes da Santa Casa de Franca registraram boletins de ocorrência na CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde relataram supostas falhas no atendimento médico por parte de alguns funcionários do hospital.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a filha de um paciente, de 54 anos, relatou que o pai passou por um procedimento cirúrgico para retirada de câncer. A mulher chegou a se desentender com funcionários do hospital por ter recebido informações conflitantes, além de relatar que foi tratada de forma grosseira. No dia 11 de setembro, ela retornou à Santa Casa e percebeu que havia uma medicação destinada ao pai. No entanto, notou que o medicamento estava no nome de outro paciente. Ao identificar o erro, a mulher informou o ocorrido a uma enfermeira, que teria lhe dito que não estava com a ficha do seu pai. Em seguida, a filha procurou a enfermeira chefe do hospital e relatou o caso. De acordo com o boletim, a responsável pelo setor informou que, como o medicamento não chegou a ser aplicado, não seria possível afirmar que houve um erro. A filha do paciente, no entanto, afirmou que o erro só não ocorreu devido à sua intervenção, que identificou o equívoco antes da aplicação.

Na segunda ocorrência, uma professora, de 32 anos, relatou que seu pai, um homem de 60 anos, está internado na Santa Casa desde o dia 10 de setembro, após ter sido submetido a uma cirurgia no intestino. De acordo com o boletim de ocorrência, na manhã do dia 13 de setembro, a filha percebeu que o soro conectado ao pai não estava fluindo corretamente. Ao comunicar a enfermeira responsável pela ala, a profissional teria se mostrado indiferente e não verificou se o equipamento estava funcionando adequadamente. A professora relata ainda que foi ignorada diversas vezes pelos enfermeiros. Por volta das 10h, a enfermeira chefe compareceu ao quarto e constatou que o soro, de fato, não estava sendo transmitido ao corpo do paciente. O homem foi levado rapidamente à radiologia. No boletim, a filha relata que, durante o transporte, as enfermeiras não posicionaram o paciente corretamente na maca, o que causou uma queda, fazendo com que ele batesse as costas em um equipamento da sala de radiologia. A professora também contou que, antes do acidente, o pai afirmava estar se sentindo bem, mas passou a reclamar de fortes dores após o ocorrido.  Apesar disso, decidiu registrar a ocorrência para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

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Por meio de nota, a Santa Casa de Franca informou sobre o primeiro caso que possuí protocolo de medicação segura. A checagem da identificação do paciente e do medicamento ocorre em múltiplas etapas, justamente para evitar falhas. A instituição afirma que realiza bipagem da medicação segura, realizada por meio de carrinhos informatizados que confirmam a prescrição médica antes da administração de qualquer medicamento. Mesmo diante da informação de que a medicação não chegou a ser administrada, o caso será analisado pelo Núcleo de Segurança do Paciente. Em relação a segunda ocorrência a Santa Casa informou que, ao contrário do relatado, não houve queda do paciente durante o transporte. Segundo a nota o hospital relata que a acompanhante levou o relato da possível queda, e de imediato solicitamos a avaliação médica, que avaliou a queixa do paciente por dorsalgia; porém, não foi evidenciada lesão causada por qualquer tipo de trauma, inclusive por queda. Ainda assim, em respeito ao paciente e aos familiares, o caso será analisado pelo Núcleo de Segurança do Paciente para garantir a transparência dos fatos.