O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) denunciou sete pessoas acusadas de participação no sequestro da família de Maria Isabel Oliveira Prado, registrado no último dia 7 de julho, em Franca. 

De acordo com a denúncia do MP-SP, os acusados teriam mantido uma mulher, uma adolescente de 14 anos e uma bebê de apenas 14 dias em cárcere privado, submetendo-as a ameaças e à restrição de liberdade. O fato de duas das vítimas serem menores de idade aumentou a gravidade dos crimes. Foram denunciados Noemi Vitória de Sousa Rosa, Kelly Cristina Queiroz, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula, Kauany Eduarda Melo Cruz e Wellington Amorim da Silva. Este último é apontado como o responsável por vigiar o imóvel onde as vítimas eram mantidas. Todos responderão por sequestro e cárcere privado qualificado.

Segundo o Ministério Público, o pedido de prisão preventiva foi fundamentado na gravidade dos crimes e na necessidade de garantir a ordem pública. A denúncia também destaca que Maria Isabel continua desaparecida após ter sido retirada do cativeiro pelos investigados. Na ocasião, a mãe, a irmã e a sobrinha dela foram resgatadas pela Polícia Civil. De acordo com o inquérito, o grupo teria sequestrado a família com o objetivo de descobrir o paradeiro de Rafael Vitor de Sousa Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, que desapareceram após o assassinato de Milton de Souza do Prado, de 44 anos, pai de Maria Isabel, no dia 16 de junho.

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No entanto, os corpos de Rafael e Guilherme foram encontrados no município de Sacramento (MG), no dia 9 de julho. Eles eram investigados por participação no assassinato de Milton. No dia 11 de julho o carro de Maria Isabel foi encontrado queimado às margens da rodovia João Traficante que liga Franca a Ibiraci. No entanto, no dia 17 de julho foram divulgadas imagens do carro de Maria Isabel trafegando pela rodovia Cândido Portinari, na entrada de Rifaina sentido Igarapava e Franca. O Ministério Público também solicitou o arquivamento das investigações relacionadas aos crimes de associação criminosa, roubo, resistência e falsa identidade, por considerar que não havia provas suficientes para sustentar essas acusações.

O espaço fica aberto para que as sete pessoas investigadas apresentem suas defesas aqui no Portal Franca 24 Horas.