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Uma costureira, de 43 anos, registrou um boletim de ocorrência na CPJ (Central de Polícia Judiciária), relatando que sua filha, uma adolescente, de 15 anos, foi vítima de bullying e discriminação social durante o período em que estudou em um colégio particular localizado na rua Francisco Társia, na Vila Raycos, na zona oeste de Franca.
A adolescente estudou no colégio entre janeiro e agosto deste ano, cursando o 1º ano do ensino médio. Segundo informações do boletim de ocorrência, a adolescente relata que passou por diversas situações de bullying, discriminação social e humilhações que afetaram sua saúde emocional. Em entrevista ao Portal Franca 24 Horas, a estudante contou que conseguiu uma bolsa de estudos para cursar o ensino médio na instituição particular. Com o tempo, os alunos começaram a perguntar se ela era bolsista e a fazer comentários depreciativos sobre sua condição financeira, chamando-a de “pobre”, além de criticar seu corpo e seu modo de agir. Incomodada com a situação, a adolescente procurou a coordenação da escola, que, a princípio, chamou a atenção dos alunos envolvidos. No entanto, a situação piorou. Os estudantes continuaram com os comentários preconceituosos.
De acordo com a estudante, ao apresentar problemas emocionais em razão dos ataques, a escola apenas orientou que ela buscasse ajuda psicológica e psiquiátrica. A adolescente relatou que chegou a se afastar por alguns dias para se recuperar, mas, ao retornar às aulas, os atos de bullying e os comentários discriminatórios continuaram. A coordenação da escola foi novamente informada, mas, segundo a vítima, nada foi feito de forma eficaz. No boletim de ocorrência, a jovem relata que as agressões constantes e a negligência da instituição resultaram em crises de ansiedade e episódios de depressão. Ela alega que a falta de apoio e de medidas preventivas por parte da escola contribuiu para o agravamento de seu estado emocional.
Após toda a situação, a adolescente decidiu mudar de escola. De acordo com o boletim, a família da vítima resolveu registrar o caso porque acredita que outras pessoas também possam ter passado por situações semelhantes na mesma instituição. A adolescente reforça que o bullying não pode ser tratado como algo normal ou irrelevante, especialmente em um ambiente escolar, que deveria ser seguro e acolhedor.
