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Nos últimos dias, dois homens acusados de agredir e roubar um advogado no dia 23 de maio deste ano, em Franca, tiveram suas prisões preventivas revogadas após a vítima apresentar uma nova versão dos fatos.
Segundo informações da Polícia Civil, em depoimento, o advogado afirmou que foi agredido por apenas um dos quatro acusados e que os outros três envolvidos não participaram das agressões. Além disso, ele declarou que entregou o carro ao autor das agressões como pagamento de uma dívida. Diante da nova versão apresentada, a Polícia Civil solicitou a revogação dos mandados de prisão da dupla, que compareceu à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acompanhada de uma advogada. Os outros dois acusados tiveram os mandados de prisão mantidos.
O caso
Segundo as primeiras informações, no dia 23 de maio a vítima estava em uma festa quando foi surpreendida por um grupo de homens, que a agrediu com chutes, socos no rosto e nas costelas, além de uma mordida na orelha. Durante as agressões, os envolvidos afirmavam que a vítima devia dinheiro e exigiam a devolução de veículos anteriormente apreendidos. As agressões continuaram no estacionamento do local e, em seguida, os criminosos pegaram a chave do veículo Honda HR-V da vítima e fugiram levando o automóvel. De acordo com a polícia, os autores afirmaram, no momento do roubo, que a ação serviria para quitar uma suposta dívida. No último dia 28 de maio, a DIG realizou diligências em imóveis ligados a quatro homens investigados.
Segundo a DIG, três dos investigados foram alvos da operação “Castelo de Areia”, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa ligada à agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. Na ocasião a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão, mas os investigados não foram localizados pelas equipes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
