Durante assembleia geral, os trabalhadores do setor calçadista de Franca rejeitaram em votação a proposta apresentada pelo sindicato patronal e anunciaram o início do estado de greve.

Na primeira negociação, realizada no começo de março, os trabalhadores votaram contra a proposta inicial do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), que consistia apenas em 3,36% de reajuste, equivalente à inflação, sem aumento real, proposta que já havia sido rejeitada pelos trabalhadores de antemão. Na última mesa de negociações, realizada nos últimos dias, o sindicato patronal ofereceu um reajuste de 6,79%, incluindo a reposição da inflação mais aumento real. Essa proposta também não foi aceita pela assembleia.

O STICF (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados) reivindica um reajuste de 8% de aumento real, além da recomposição da inflação medida pelo INPC (Ìndice Nacional de Preços ao Consumidor) em 3,36%. Perguntado sobre a possibilidade de greve, o diretor do STICF, Sebastião Ronaldo, informou que uma paralisação só poderá ocorrer quando não houver mais possibilidade de negociação com o sindicato patronal.

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Na semana que vem, uma nova reunião entre o STICF e o Sindfranca será realizada. No próximo dia 12 de abril, a proposta definida nesse encontro será apresentada e colocada em votação para que os trabalhadores decidam se aprovam. O estado de greve não significa paralisação imediata, mas funciona como um alerta, sinalizando que as negociações poderão se tornar mais rigorosas.