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Uma mulher foi detida e multada pela Polícia Militar Ambiental após uma denúncia anônima relatar que ela estaria vendendo papagaios-verdadeiros de forma ilegal por meio das redes sociais, no município de Orlândia, na região de Franca.
Segundo informações da PM Ambiental, durante patrulhamento pelo bairro Santa Rita, os policiais avistaram a mulher portando uma caixa plástica sem tampa, que continha um filhote de papagaio. Ao ser questionada, ela afirmou ser proprietária da ave e contou que o companheiro teria encontrado três filhotes de papagaio-verdadeiro caídos de um ninho em uma área de mata. Como não poderia manter todas as aves, disse que estava “doando” os animais por meio das redes sociais, já tendo repassado outros dois filhotes da mesma espécie. A mulher informou ainda possuir uma arara-canindé em sua residência, supostamente proveniente de um criador autorizado, e apresentou a nota fiscal e certificado de origem para comprovar a procedência da ave.
No entanto, após verificação técnica, constatou-se que a nota fiscal apresentada não constava nos registros da Receita Federal. Além disso, o criador identificado no documento estava com o direito de comercialização suspenso desde abril de 2024, enquanto a nota indicava uma emissão em outubro de 2025, o que tornou evidente a falsificação. O certificado de origem também apresentava diversas divergências e inconsistências, confirmando tratar-se de um documento falso. Diante dos fatos, um papagaio-verdadeiro e uma arara-canindé foram apreendidos e encaminhados ao Cetras (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres) da cidade de Ribeirão Preto (SP).
A ocorrência foi enquadrada como crime de tráfico de animais silvestres, previsto no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A mulher recebeu uma multa administrativa grave, no valor de R$ 6.500,00, considerando também os outros dois papagaios já doados. De acordo com o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (ICMBio, 2018) e a Convenção CITES, a arara-canindé é uma espécie ameaçada de extinção, o que agrava a infração cometida.
