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Moradores de um conjunto habitacional localizado na avenida Euclides Vieira Coelho, no Jardim Alvorada, na zona sul de Franca, receberam uma notificação da Vigilância Sanitária, passível de multa caso não realizem a manutenção de um vazamento de esgoto a céu aberto no prazo de 10 dias. Segundo os moradores, a responsabilidade pela manutenção do vazamento é da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) ou da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), e não dos residentes do condomínio.
A proprietária de um dos apartamentos do conjunto habitacional, Evellyn Rodrigues de Faria, de 43 anos, relatou ao Portal Franca 24 Horas que o vazamento de esgoto ocorre há três anos, e que os moradores acionaram diversas vezes a Vigilância Sanitária na tentativa de resolver o problema. Ela afirmou que, nas poucas vezes em que os fiscais estiveram no local, nada foi resolvido de forma definitiva. Evellyn contou que agentes da Prefeitura foram até o condomínio e notificaram todos os proprietários, alegando que a obrigação da manutenção era dos próprios moradores. “As pessoas que residem no condomínio são de baixa renda e não têm condições de consertar esse encanamento da rua. Além disso, o vazamento não vem da rede interna do condomínio, e sim da rede externa”, declarou a moradora.
O esgoto a céu aberto tem causado transtornos a toda a vizinhança, devido ao mau cheiro e ao risco à saúde pública dos próprios moradores do condomínio. A moradora informou que a Prefeitura estabeleceu uma multa de R$300,00 caso a manutenção não seja realizada nos próximos 10 dias. “Estamos há um bom tempo tentando solucionar o problema, pedindo ajuda à Vigilância Sanitária, e agora eles vieram contra nós, ao invés de nos ajudar. Isso que está acontecendo é um crime, pois coloca em risco a saúde dos moradores, principalmente dos idosos que residem nos prédios”, afirmou Evellyn.
Por meio de nota, a CDHU informou que o empreendimento em questão foi entregue devidamente averbado no ano de 1997. Portanto não está mais no período de garantia estabelecida. Desta forma, a companhia relata que a manutenção e conservação das áreas comuns e de infraestrutura interna é de responsabilidade do condomínio. A nota ainda diz que em outubro de 2023, problema semelhante foi relatado à Companhia, que deslocou ao local uma equipe para averiguar a situação. À época, a administração do condomínio foi orientada a contratar uma empresa habilitada para solucionar o problema. De toda forma, a CDHU irá enviar uma equipe até o local ainda nesta semana para outra vistoria e, novamente, orientar os responsáveis pelo condomínio.
Já a Sabesp informou em nota, que esteve na manhã de segunda-feira, 23, no Conjunto Habitacional do Jardim Alvorada, e constatou que o problema é de origem interna, causado por obstrução nas caixas de esgoto. A manutenção de tubulações internas, como neste caso, é de responsabilidade do condomínio. A equipe técnica orientou os moradores quanto às providências necessárias para resolver a situação.
Publicado por:
Tiago Vieira
Radialista formado pelo Senac e jornalista pela Unifran. Atuou nas rádios Vida Nova, Imperador ( Edição), Difusora e no Portal de notícias GCN/Sampi. Também desenvolveu a função de Cinegrafista e editor na Nova TV.
