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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do tatuador Vitor Fonseca de Almeida Silva, de 42 anos. Segundo o delegado de Nuporanga, Clodoaldo Vieira, o agressor cometeu lesão corporal seguida de morte. Se condenado, ele pode pegar 12 anos de prisão. O caso foi encaminhado para o Ministério Público que pode oferecer ou não denúncia contra o agressor, que atualmente responde pelo crime em liberdade.
Segundo Vieira, o autor confessou os fatos na presença dos advogados. A causa da morte foi traumatismo craniano encefálico, em razão de queda. Durante as investigações cerca de 10 pessoas foram ouvidas. Seis adolescentes e uma criança ainda poderão ser ouvidos pela Justiça.
Ainda de acordo com o delegado, a motivação do crime foi uma interpretação do agressor em achar que a vítima estava importunando crianças. Segundo a Polícia Civil, as imagens não mostram a criança sofrendo algum tipo de ataque ou de conotação sexual. Para o delegado, as imagens não batem com o depoimento do agressor. Em depoimento, as mães das crianças não confirmaram a versão do agressor de que a vítima estava importunando.
O CASO
Tudo aconteceu em Nuporanga durante o carnaval. Uma câmera de segurança registrou Vitor conversando com algumas crianças. A mãe de uma delas retira a filha de perto de Vitor. Logo após o agressor se levanta, aparentemente manda Vitor deixar o local e na sequência desfere um soco contra o tatuador que cai no chão e bate a cabeça.
Vitor foi socorrido para São Joaquim da Barra, mas devido ao ferimento grave na cabeça foi transferido para a Santa Casa de Franca, mas não resistiu. Ele morava em Ribeirão Preto. O agressor se apresentou na delegacia, foi ouvido e liberado horas após o crime.
FAMÍLIA E AMIGOS
Familiares do tatuador, Vitor Fonseca, divulgaram uma nota em memoria e honra dele. Veja abaixo na íntegra.
A família e os amigos de Vítor Fonseca manifestam profunda indignação diante da divulgação do depoimento do agressor, com acusações contra alguém que foi violentamente agredido, estava desacompanhado e, tragicamente, não está mais aqui para se defender.
A interpretação isolada de imagens sem som não pode servir de prova para acusações contra a honra da vítima. Absolutamente nada atenua ou justifica a violência praticada, sob pena de se normalizar a inaceitável ideia de que alguém pode fazer justiça pelas próprias mãos.
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Publicado por:
Cássio Freires
Radialista formado pelo Senac e jornalista pela Unifran. Trabalhou nas rádios Imperador, Difusora e Hertz. Nos portais de notícias Pop Mundi, GCN e Hertz Noticias. Também desenvolveu a função de repórter na Nova TV e Record TV.
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