Uma autônoma, de 34 anos, procurou a polícia para relatar uma denúncia de um suposto abuso sexual que a filha, de 5 anos, teria sofrido por uma professora da creche, a qual a criança frequenta em período integral, na Vila Santa Terezinha, na zona norte de Franca.

Segundo a mãe da criança, ela declarou que há cerca de dois meses notou por cinco vezes que a filha estava tocando com sua própria mão a região das suas partes íntimas. Na primeira vez que presenciou, a mãe apenas chamou a atenção da criança, mas na quarta vez chegou a bater na filha. No dia 30 de abril, observou novamente que a filha estava deitada com a mão na genitália por fora da roupa. Então, a mulher chamou a filha para o quarto e perguntou quem estava ensinando-a a colocar a mão nas partes íntimas. A criança permaneceu em silêncio e começou a chorar, mostrando os gestos que tinha aprendido.   A mãe voltou a perguntar novamente, foi então que a filha revelou que uma professora da escola realizava tal movimento em suas partes íntimas quando levava ela e mais duas amigas ao banheiro, e relatou que a professora disse que iria fazer isso todos os dias e se contassem para qualquer pessoa, ela poderia bater nelas.

A criança também declarou à mãe que, além da tia da creche colocar suas mãos em suas partes íntimas, ela também beijava sua boca e a região da bochecha. A autônoma contou que, ao ouvir o relato, imediatamente mandou mensagem para outra professora de sua filha e relatou o caso. A educadora disse que não tinha ciência do ocorrido e afirmou que a denúncia era muito grave e orientou a mãe a ir até a creche no dia 2 de maio, onde juntas comunicariam o caso para a diretora da escola. Na manhã deste dia, os pais foram até a creche e contaram o caso para a diretora e coordenadora da escola. Diante das informações, a diretora decidiu então encaminhar a criança para o setor de escuta da Secretaria de Educação, onde a escutativa foi realizada e um relatório foi elaborado.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Mas desde então a mãe contou que até o começo da tarde de sexta-feira, 30, o relatório ainda não havia sido enviado para o Conselho Tutelar, que necessita do documento para acionar o Ministério Público. A autônoma disse à diretora que não havia testemunhas dos fatos e nem outros elementos para complemento da denúncia. Um exame de corpo de delito não chegou a ser solicitado por não ter sido relatada uma conjunção carnal. O caso foi registrado na delegacia como “não criminal”, para melhor apuração dos fatos.