Nesta quinta-feira, 29, a polícia Federal cumpriu um mandado judicial de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 33 anos, por crimes relacionados ao armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, à extorsão de adolescentes mediante ameaça de divulgação de conteúdo sexual (sextorsão) e à falsa identidade. As ordens judiciais, expedidas pela Justiça Federal em Franca, foram cumpridas na cidade de Patrocínio Paulista, região de Franca.

Segundo informações da Polícia Federal, a investigação teve origem em comunicações encaminhadas por provedores de internet por meio de cooperação internacional e apontou que, desde 2024, o investigado criava perfis falsos em redes sociais, passando-se por uma mulher, para abordar adolescentes do sexo masculino, obter conteúdo íntimo e, em seguida, ameaçar divulgá-lo para obrigar as vítimas a enviarem novos arquivos. O investigado foi preso e conduzido à Delegacia da PF em Ribeirão Preto (SP) para os procedimentos cartorários, permanecendo à disposição da Justiça.

Foram apreendidos equipamentos eletrônicos que serão periciados. O investigado poderá responder pelos crimes de compartilhamento e de armazenamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes (arts. 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente), de extorsão (art. 158 do Código Penal) e de falsa identidade (art. 307 do Código Penal). As penas máximas previstas chegam a 6 anos de reclusão para o compartilhamento, 4 anos para o armazenamento e 10 anos para cada extorsão, podendo ser somadas em razão do concurso de crimes.

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A Polícia Federal ainda alerta que a “sextorsão” é crime e que as vítimas não têm culpa. Adolescentes e responsáveis devem evitar atender às exigências do criminoso e não apagar as conversas, guardar as provas (como mensagens e nomes de perfis) e procurar imediatamente a polícia ou denunciar pelo Disque 100. Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco. As investigações seguem em andamento.