Os servidores públicos municipais de Franca continuam em estado de greve, após os vereadores votarem a favor do reajuste salarial proposto pelo governo do prefeito Alexandre Ferreira (MDB), na sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na terça-feira, 25.

O projeto de lei aprovado pelo legislativo reajusta em 4,87% referente à inflação, sem aumento real, além de 5% de aumento no vale-alimentação, que passa de R$986,00 para R$1.036,00, e no abono escolar, que vai de R$367,65 para R$386,04 a partir de 2026. Esse mesmo projeto, votado sem acordo com a categoria, também inclui a criação do vale-alimentação para o prefeito, vice-prefeito e secretários, no valor de R$1.036,00.

Além disso, a Câmara decidiu votar outro projeto de lei que reajusta os salários de seus servidores. Com uma proposta semelhante à do projeto aprovado para os servidores municipais, os funcionários da Câmara tiveram um reajuste de 4,87%, referente à inflação, sem aumento real. O cartão-alimentação e o abono escolar também receberam aumento de 5%. No caso dos vereadores, foi criado o benefício do cartão-alimentação, que antes não existia, no valor de R$1.983,87.

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Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento, o departamento jurídico da entidade pretende, nos próximos dias, ingressar no Tribunal Regional do Trabalho com um pedido de audiência com a administração da Prefeitura de Franca, para tentar estabelecer um acordo entre ambas as partes, já que o reajuste votado pelos vereadores não passou pela aprovação da categoria.

Como forma de protesto, os servidores fizeram uma "operação tartaruga", nesta quarta-feira, 26, e os atendimentos nas unidades de saúde ficaram lentos.