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O homem, de 38 anos, que matou a facadas Josias Pedro, de 20 anos, na última quarta-feira, 14, dentro do curtume em que trabalhavam, no Distrito Industrial de Patrocínio Paulista, na região de Franca, se envolveu em um caso de ameaça com outro funcionário da empresa meses antes de cometer o crime.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima, de 37 anos, compareceu ao plantão policial relatando que há mais de cinco anos vive constantes ameaças praticadas por Paulo Roberto da Silva. A primeira ameaça ocorreu quando sua esposa estava grávida do primeiro filho do casal e, na ocasião, ela passou mal e ligou para o marido em busca de ajuda enquanto ele estava no trabalho. Ao ver a vítima conversando ao telefone com a esposa, Paulo ordenou, de forma agressiva, que ele fosse embora caso não tivesse a pretensão de trabalhar. A vítima falou para Paulo que ele não era o seu chefe e, ao ser confrontado, o autor pegou uma faca e avançou em direção à vítima. Paulo ainda dizia que não estava falando com moleque.
No boletim, a vítima contou que, desde esse episódio, passou a sofrer perseguições recorrentes. O incidente mais recente ocorreu no mês de outubro de 2025, quando Paulo acusou a vítima de ter pegado sua caneta de trabalho. Com o objetivo de evitar um conflito, o homem entregou sua caneta a ele. De acordo com o boletim, Paulo foi até a sala do chefe e declarou que mataria o colega de trabalho caso ele não fosse demitido. Os chefes da empresa chamaram Paulo e a vítima para conversarem. Segundo o homem, diante dos superiores, Paulo falou que, a qualquer hora, o companheiro de trabalho faria companhia para sua mãe, que já estava falecida. Ainda consta no boletim que o ocorrido foi presenciado por diversos colegas de trabalho que estavam ao lado da vítima no momento das ameaças.
Na quinta-feira, 15, Paulo Roberto se apresentou na delegacia de Patrocínio Paulista e, logo após prestar depoimento, teve a prisão preventiva decretada pelo crime que tirou a vida de Josias Pedro. Segundo informações, Josias estaria tendo um caso com a ex-mulher de Paulo Roberto, que também é conhecido como “Pitbull”. De acordo com a Polícia Civil, a descoberta teria motivado o crime.
